domingo, 20 de janeiro de 2013

*-*"

Isso mulher, deixa o vento tocar o teu rosto, fecha os olhos e gira como se ninguém ao redor pudesse achar isso meio bizarro ou absurdo. Sai de si, mulher, dança! Mergulha em bem mais que sete ondas, esquece essa história de pular, você sabe que tá na hora de viver então chega de fugir, cai de cabeça, se machuca mesmo, mas levanta, sorri do caldo e encara a próxima onda, pronta pra repetir tudo de novo. Começa a sentir orgulho de si, você tem um lado bom grande demais pra ser desperdiçado nessa amargura de sentir a intensidade da vida. Aprende a sentir mais sutil, eu te ajudo se quiser. Segura minha mão! Vem dançar comigo! Eu toco 'Los Hermanos' se você quiser. Mas você precisa cantar comigo como quem expulsa os demônios. Precisa me mostrar mais desses sorrisos, chorar se der vontade, mas chorar da emoção de se sentir esvaziando as dores, as mágoas, os machucados. Eu preciso disso, preciso te ver gargalhando feito criança boba, com os olhos apertados pelo sorriso e as covinhas a amostra pra quem quiser ver, pra quem quiser constatar a veracidade de quem é feliz. Vai, mulher, vai sozinha ou vem comigo, você decide a melhor forma, mas não foge mais de ser você, não foge de deixar o mundo em alarde pela beleza gritante de quem finalmente aprendeu a viver. Olha o céu, mulher, tá tudo tão azul!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Mas acontece, meu bem, que quem ama aprende a se bastar e se descobrir e se conhecer e se reconhecer todo dia, não importa onde estejam, se segurarem um a mão do outro aposto que não vão precisar de mais nada, não vão pensar em mais ninguém. E tudo que for de vontade e desejo e sonhos e planos... vai tudo pairar alí, sobre os dois como se não houvesse mundo além daqueles sentimentos. Você não consegue se sentir assim? Então sinto muito, mas ainda parece estar longe do 'amor', o que você diz sentir.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Amável Inspiração

‎"Você só deveria saber que eu também conheço outras histórias e mergulho em outros olhares e me perco em outras bocas, outros gostos, outras vontades. Você deveria saber que nem sempre isso me preenche e que algumas vezes até prefiro estar sozinho, mas você também deveria saber que acordei várias vezes com outros corpos ao meu lado, me presenteando com outros sorrisos e outros cheiros, e com felicidades que não que não foram motivadas por você. Mas acima disso, você deveria saber que a cada dia que passa, o que sinto diminui, e fica menos intenso e mais superficial, mais carnal, mais desprezível até. Você deveria realmente saber, que tem perdido o melhor de mim e me tornado meu maior perigo. Com ou sem intenção, você tem despertado os meus defeitos e as minhas vontades negativas, mas não tem ficado por perto pra me ajudar a manter o controle e é justamente por isso que acho que você deveria finalmente saber que ficar longe de mim, é a única coisa que vai te manter seguro agora."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

É lei.

‎"Você só tem que entender que não precisa de ninguém. Mas que precisa sobretudo, aprender a gostar da própria companhia e entender que a solidão não é assim tão assustadora. O ideal é saber que aquelas pessoas que te fazem bem, vão embora sem explicação a qualquer instante ou que talvez até fiquem por mais algum tempo, mas assim, elas estarão ainda mais sussetiveis a te magoar. As vezes, sem a menor intenção disso... mas outras, com cada detalhe minimamente planejado. Por que errar com quem a gente gosta, não é algo tão fácil de evitar. E continuo dizendo... você tem mesmo é que apender a desabafar sozinho, escrevendo, cantando, tocando, desenhando, seja como for, você não pode depender de alguém sempre que for necessário chorar ou falar sobre o que te preocupa. Não dá pra ficar esperando que alguém esteja disposto a te ajudar a aliviar o 'nó na garganta' sempre que o mesmo resolver aparecer. Você tem que estar sabendo que haverão dias em que a única coisa que você vai querer e precisar, vai ser um abraço sem ser necessária nenhuma palavra, apenas um abraço apertado e silencioso... mas em algumas dessas vezes, ninguém estará disposto a te proporcionar isso. Você vai precisar se virar sozinho quando esse tipo de coisa acontecer. Nem que pra isso, você precise ir pra casa engolindo o choro, se trancar no quarto e dormir no escuro abraçando um travesseiro, achando o mundo injusto e pedindo a um deus qualquer que ele seja capaz de fazer as coisas mudarem. Você sabe que estou certa, então não conteste... não duvido que isso já tenha te acontecido algumas vezes até hoje. No fundo, você concorda com tudo que estou dizendo, só não tenho certeza se é corajoso o suficiente pra admitir e seguir dessa forma. O que me faz lembrar que você também precisa aprender a se ouvir e a seguir os próprios concelhos, as próprias intuições e as próprias vontades, não importa o quanto elas pareçam insanas. O mundo não se importa com quantas feridas você vai ter, nem quantas vezes vai cair, nem se vai sorrir no dia seguinte. As pessoas estão preocupadas realmente é com o teu status e com o que tu faz que aparentemente se encaixa ao padrão no qual elas estão acostumadas. O mundo, ele não vai parar por que você perdeu alguém ou por que você foi um trouxa e resolveu se apegar a quem não devia, ou por que as pessoas não cansam de te decepcionar nem de te machucar, de mentir pra ti e de te tratarem como idiota. Você tem que colocar na cabeça que é cada um por si e que poucos são os que realmente vão ser diferente, então não dá pra confiar numa minoria e nem pra torcer que cada nova pessoa faça parte daqueles que não são escrotos.  Ninguém vai estar preocupado se você amou demais ou se fez muito por alguém, se se doou ou se te deixaram esgotado por ter dado do melhor de si. Entenda isso...cada uma dessas coisas e algumas outras, entenda e aceite que a vida é bem mais simples do que parece e garanto que assim vai ser bem mais fácil deixar de ser e agir e se sentir tão perfeitamente patético."

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Passo horas sem lembrar e sem precisar fazer o menor esforço pra isso. Mas as vezes é tão difícil que me enlouquece...constantemente é difícil demais. E nunca falo isso pra ninguém. Eu se quer estaria escrevendo se dessa vez não estivesse tão descontroladamente confusa. 'Raiva' deveria ser a palavra mas infelizmente não é e isso me inquieta de foma violenta. Eu quero sentir raiva, ódio, rancor, eu quero alimentar esse machucado pra que ele consuma meu pensamento e nunca mais eu possa esquecer de tudo, pra não cair outra vez nas mesmas armadilhas. Consigo ser clara? Mas ao invés disso, minha cabeça se enche de perguntas das quais nunca vou ouvir as respostas. Eu só queria entender o por que. Só isso e estaria pronta pra esquecer, e perdoar, e nunca mais lembrar, e seguir meu caminho, e te deixar seguir o teu. Só queria entender. Parece difícil? Você poderia ao menos me explicar o que eu fiz pra merecer tudo isso? Pra merecer esses machucados e essa maneira brusca e dolorosa de me forçar a mudar...o que eu fiz? O que eu fiz pra ti que te fez me odiar tanto assim? E brincar comigo tanto assim? Por favor...só quero uma explicação sensata e não-covarde encarando os meus olhos e falando nada além do que possa ser verdade, por mais dolorosa que seja, eu preciso disso pra seguir em frente. E seguir em paz.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

V.I.Q.O - Heterônimo Recomposto (Fora do padrão) - Minutos Seguintes


Talvez a minha angústia não seja dor. A gente se dói quando perde quem gosta, mas quem gosta de verdade. Eu me sinto doer quando perco quem gosto. Mas nesse caso não. Eu gostava, acredite, mas me sinto doer por todas as farsas sob as quais fui submetida. Sabe quando a gente se sente mal por ter sido ingênua e acreditado em um conjunto de mentiras? Sabe quando a gente tem um sonho que de repente vira um pesadelo e acorda tentando lembrar em que momento tudo reverteu tanto assim? É basicamente isso. Pouco importa quem partiu dessa vez, se partiu por escolha própria. Perdeu a mim e a todas as possibilidades que eu podia lhe oferecer. Modéstia parte, sei que vou fazer falta. (Risos) Ou talvez não. É, por que, quando as pessoas são desonestas, idiotas, escrotas e indignas, elas não se importam com ninguém... É como um viver inventado. É isso... eu fiz parte de um ‘viver inventado’. Tanto choro, tanta frase feita, abraço ensaiado, riso forçado, tudo tão nítido que não me conformo com o fato de só agora perceber isso. Achei que fosse mais esperta, eu diria. Diria se quem protagonizou cada uma das cenas citadas acima, não fosse uma atriz profissional. A ‘Globo’ é pouco, claro, pra quem merece Hollywood. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O pior não é se sentir sozinha. Não é nem mesmo sair de casa sufocada por uma tristeza inexplicável, ir pra uma rua deserta e sentar perto de uma árvore quieta, sem saber o que pensar ou como fazer o tempo passar. O pior não é olhar no espelho e encarar o próprio reflexo sentindo que suas vontades não fazem sentido, que a vida realmente teveria seguir um rumo diferente se você soubesse como. Juro... Você acreditaria se algum dia se sentisse assim, mas o pior não é não fazer a menor ideia de como reverter os próprios passos. É tentar recuar e dar com a cara na parede por que os caminhos passados vão se esvaindo confome você avança. É observar pessoas na rua e ter uma única frase se repetindo na cabeça como se um narrador psicótico quisesse te deixar pra baixo.  "Por que raios não posso ser normal?" É bem mais que isso. O pior tentar modificar as coisas e se sentir uma palhaça bizarra ao espelho, é rir sem graça da própria 'falta de jeito' e se trancar no quato em seguida desistindo de sair. Por que é bem pior quando 'passar a noite inteira no escuro ouvindo musica' parece bem mais atraente que encontrar com qualquer pessoa. Mas você nao saberia, tenho certeza, você acharia que é bobagem. Eu não sei bem, é. Você deveria ao ignorar o que digo ou escrevo. Estou fora de mim, tenho dito. Os meus pensamentos estão fora... em algum lugar bem perto de Nárnia, acredito... e em troca, algum desvairado-estranho-patético-tosco me emprestou coisas pra pensar. Só pode. É isso, ou quem tem enlouquecido sou eu. Nao sei... apenas me ignore, eu precisava falar e acabei escrevendo essas coisas. Nada faz sentido pra você e talvez nem tanto pra mim... mas as palavras me dão espaço pra respirar, e é por isso, unicamente por isso que ainda insisto em escrever.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Quem se importa com o que acontece ao redor quando uma fagulha mínima de felicidade começa a aquecer cada pequeno pedacinho da gente? Desculpe a demora... estive ocupada demais sendo feliz.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Me desculpa pelas mil desculpas.

Já disse! Você pode sentir o que quiser por mim. Pode se apegar as minhas idiotisses e rir das minhas piadas de graça. Você pode me ter nos teus braços e tentar não me deixar ir. Pode viciar no meu cheiro e até se apaixonar pelos meus trejeitos. Pode tudo isso, pode amar e sentir sem controle. Claro que pode, já disse. Mas eu vou te fazer chorar por várias noites e vou te assutar quando simplesmente acordar de tpm e quiser terminar tudo. Vou te encher de pontos finais e logo em seguida, reticências pra te diexar confuso mesmo. Vou te afastar de mim só pra te fazer perceber que não sou tua e que o hoje não garante o amanhã, não garante o próximo minuto e muito menos o próximo segundo. Vou sumir por dias só pra te ouvir dizer que precisa de mim e depois vou voltar com um peso na garganta e uma nova confusão de pensamentos, lutando pra saber se não deveria ir de uma vez e te livrar dessa agonia. Vou ler teus sms's e deixa-los de lado sem resposta, só por que tenho algo melhor pra fazer ou por a preguiça de lidar ser grande demais. Em seguida vou cobrar que tu me procure mesmo que eu não costume fazer o mesmo. Vou te querer na hora que bem entender, a qualquer lugar e a qualquer instante, com uma intensidade que só eu sou capaz de sentir. Mas não se deixe levar, posso cansar de ti assim que tiver a chance de te ter sem esforços. Vou invadir os teus sonhos, todos eles, e desde então vou tomar teus pensamentos por varias manhãs. Vou te morder e deixar marcas, te beijar com calma e brincar contigo só pra te ver sair do sério. Vou te bagunçar teus cabelos e desarrumar tua vida e te virar pelo avesso. Só te peço que não me culpe. Assim como eu te disse que tu pode me amar, te alertei de todos os meus perigos. Não sou alguém amável e tão pouco sei retribuir a altura. Afaste-se enquanto há tempo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sobre um finalmente exausto.

Nunca fui corajosa o suficiente pra apostar em algo que pudesse me fazer criar expectativas. A verdade é que tenho pavor a qualquer possibilidade sequer de acabar me decepcionando. Pefiro recuar dois passos a avançar um, pois se posso me mater segura, não vou arriscar seguir em frente. A vida inteira abri mão dos meus sonhos, dei a cara a tapa, baixei a cabeça enquanto ouvia a decepção das pessoas que mais importam gritarem frustradas sobre minha incapacidade, minha tendência ao fracasso. Nunca rebati. Engoli cada palavra todas as vezes que não conseguia conter o choro; que via gente conseguindo o que eu sempre quis sem querer. Ah, mas sempre tiveram aqueles que tentaram entender, que tentaram me encorajar com algumas frases feitas que por mais clichês que fossem, me fizeram acreditar que teria a mão de alguém pra segurar enquanto esperasse o resultado, fosse ele fracasado ou uma das raras vitórias. Esses foram meus amigos, que por mais errôneos quem pareçam em relação aos velhos costumes de uma sociedade arcaica, nunca me deixara pra trás. Aliás, um deles foi quem me empurrou mesmo que meio desajeitado, em direção ao caminho que pretendo narrar adiante. E desacreditando como fosse, resolvi não temer mesmo que na longa espera tenha escondido meu rosto em seu peito incontáveis vezes.

No tal dia, lembro de que cheguei a cansar fisicamente pelo esforço que fiz pra tentar não pensar em absolutamente nada. "Expectativas não, expectativas não, expectativas não", ficava repetindo pra mim mesma e vez por outra peguei um caderno onde rabisquei a mesma frase em mil direções, era como se tivesse me obrigando a seguir isso. Se conseguisse, quando o resultado me mostrasse um novo fracasso, estaria com a cabeça repleta de espaço pra preencher tranquilamente com o maximo de coisas desimportantes quanto fosse possível, só pra me desligar daquilo tudo, pra esquecer mesmo. A cada pessoa que chegava, maior era a velocidade e o descompasso no lado esquerdo do meu peito. Lembro de estar sentada e levantar, sair andando, tomar água, sentar mais uma vez, ir em um banheiro, ir no outro banheiro, entrar neles fechar a porta por alguns segundo e encostar a cabeça na porta, fechar os olhos e tentar conter um pouco do nervosismo que estava tomando conta de mim e sair de lá logo em seguida sentindo uma vontade quase que incontrolável de voltar pra casa. Aguentei o máximo que pude, até gritar em pensamento um "Chega... eu não aguento mais essa agonia toda.", pegar minha mochila e caminhar em direção a porta. Estava desistindo mais uma vez quando ouvi alguém avisar que a porta abriu e estávamos entrando. O velho anjinho do meu ombro direito sussurrou esperançoso um "Vamos lá! Aguenta só mais um pouco... não morre na praia ao menos dessa vez." e meio que no automático, eu recuei disposta a aguentar até o fim. Lembro de ter procurado pra sentar enquanto esperava, o lugar mais próximo da entrada, pra que pudesse sair sem ser notada assim que tivesse o maldito resultado. E lá eu liguei pro amigo que me empurrou até alí, torcendo pra que ele ainda acreditasse naquilo tudo e me desse um pouco de coragem pra enfrentar a derrota quando ela viesse. Ele parecia nervoso, ansioso, esperando talvez tanto quanto eu, querendo um resultado o quanto antes. "Só mais um pouco", eu pensava e repetia como um mantra, "falta tão pouco...". Ouvi a voz la da fente dizer e repetir o nome de tantas pessoas que pra não perder o controle, comecei a anota-los no mesmo caderninho que usei anteriormente pra tentar me acalmar. Aplausos aos que conseguiram e silêncio aos demais. Em certo instante, eu estava de cabeça baixa com os olhos fechados, repetindo que não deveria pensar em nada, que devia levantar porque já não tinha mais chance... ia desistir mas precisava de força também pra levantar daquela cadeira e voltar pra casa, pra ouvir minha mãe dizer as mesmas frases de decepção que ela disse na vez anterior... e... Escutei como um tapa, o meu nome seguido de aplausos. Levantei a cabeça e olhei ao redor estarrecida. Repetiram meu nome. Bem quando levantei tonta e caminhei até eles. Pronto. Desse momento em diante, nada mais era parecido com a realidade. Os sons mudaram, os cheiros, as vontades, a minha propria voz dentro de mim, o anjinho, as ligações pra quem importa, tudo, tudo, tudo mudou em frações de segundos. No caminho pra casa, eu segurava o papel com o resultado, apertando forte nas mãos, segurando o choro a cada segundo. Eu tinha conseguido, dava pra acreditar? Sorria sozinha com a respiração agitada. Olhando na janela com os pesamentos voando looonge... daí, lembro que pensei nela... na minha vózinhq e no quanto eu queria que ela visse aquelq vitória, só aquela, e do quão lindo seria o seu sorriso se estivesse por perto. Chorei enquanto sorria, pedido a Deus pra que ele realmente existisse e que mostrasse a ela em algum lugar e de alguma forma aquele momento único pra mim... aquele finalmente tão esperado. (...)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A face mais conveniente.

"Quer saber? Tu deixa a porra do anjinho que tem no lado direito do teu ombro falar demais e ele acaba se tornando um filho da puta prepotente. Por isso que acabei de joga-lo no meu bolso. Vai ficar lá o tempo que for preciso pra aprender a ficar quieto e deixar de ser imbecil. Tô conversando com o diabinho do meu ombro esquerdo... esse sim sabe o que fazer."

domingo, 1 de julho de 2012

Esse mundo parece não ter lugar pra mim.

Vez'enquando ainda me esforço pra controlar essa vontade que me aparece e me toma e me impulsiona...vontade de pôr fim a cada história incompleta, desistir dos pontos finais e das reticências e das interrogações, rabiscar tudo até que não seja mais possivel ver nada, nennuma sombra de palavra solta e nenhum paragrafo sem sentido posto num papael apenas pra acabar com essa velha falta do que fazer. (...)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Olha só.

"As vezes pareço uma estranha na minha própria vida, procurando lugar pros meus pensamentos e pra esse poço de idiotasse que só enche um pouco mais a cada dia. Outras, acho que sou tão hipócrita que merecia viver nessa mesmice durante todos os meus dias como castigo por não ter palavra alguma a acrescentar, palavra alguma que realmente importe."

Odeio mentiras, mas invento amores como se fossem reais e passo o dia inteiro imersa nessa sina de sonhar acordada. Não gosto de ironia mas a cada dez frases que falo, nove são sarcásticas. Vivo dizendo que o amor é para os fracos, mas confesso que daria o mundo pra conseguir ser tão vulnerável a esse sentimento que faz as pessoas parecerem bobas sem que tenham a menor pretensão de ser assim. E pra completar, vivo procrastinando meus pensamentos por medo de enfrenta-los e me deparar com uma bagunça grande demais pr'eu ser capaz de organiza-la. Dizem que as pessoas deveriam ter consciência dos próprios erros pra conseguirem aprender com eles. Entretanto, eu, que vivo a apontar cada um dos meus, pareço nunca estar se quer mais perto de muda-los. Ainda assim, toda noite antes de dormir eu invento um amor com nome, endereço, trejeitos e vontades, um amor quase vivo que me faz suspirar imaginando o velho 'como seria se meus sonhos pudessem ser reais'. Ainda assim, ironizo minha bagunça e essa complicação que mistura vontades e só impede que eu me entenda, jogo cada detalhe na minha própria cara pra tentar acordar e acabo empurrando tudo em frente, abismo a baixo junto comigo. Sou uma hipócrita vivendo sempre mais das mesmas falhas, pisando em falso a cada dois passos e recuando a qualquer bifurcação. E o que me resta então? Me contentar. E seguir e escrever e rabiscar e apagar e criar uma nova página e procurar por um novo blog e dormir e acordar e viver exatamente como tenho feito, quem sabe assim, talvez um dia alguém me dê um empurrão ao primeiro sinal de curva bem quando eu quiser voltar atrás...e eu não tenha mais tempo ou opção que não seja mudar.

Nikky Oliveira

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Heterônimo Vivo

Ela tem essa mania estranha de esquecer os próprios problemas pra tentar cuidar das confusões sentimentais de outras pessoas... de pessoas que ela gosta. O fato é que de tanto se deixar de lado, acabou por se acostumar quase que completamente a essas supostas definições alheias de normalidade que agora, se acha diferente demais... o suficiente pra algumas vezes sequer suportar a si mesma e a própria estranheza. Frequentemente parece perder-se em alguns pensamentos, como se os detalhes que só ela observa a levassem pra um mundo só seu. E então, em um dos seus atos que mais admiro, dá de ombros quando a julgam 'sonhadora' ou quando fazem piada dessa distância toda que ela deixa transparecer vez por outra mesmo quando está bem perto de todo mundo. O que ela talvez não saiba, é que é justamente essa capacidade que tem de seguir sempre em frente com suas escapes escondidas e suas cartas na manga que encantam os olhos dos outros, ela não sabe que são exatamente essas diferenças todas que tem, que a separam do restante das pessoas que parecem está completamente confortáveis com 'sempre mais do mesmo'. É...e um um dia, mais alguém vai sonhar tal como ela, e só assim, com esse alguém e suas belas estranhezas mutuas, vai ser necessário partir de vez desse lugar sempre igual.

Fora de Qualquer Sentido

Cospe palavras e engasga aos outros ao invés de si mesmo.
Só não se afoga em tanta hipocrisia
por que é escroto demais até pra certas definições.
Enche o peito que incha alto.
Sobra bastante espaço pro ar já que não tem coração nenhum pra ocupar lugar.
Acontece igual na cabeça.
Nada de cérebro, apenas espaço e ar.
É ser humano, mas pra 'ser' humano é preciso um pouco mais de inteligência, por que desse jeito, tá mais pra ogro que vai ser ator do Shrek quando estrear saindo dos desenhos animados.
A cada grito, um susto.
Só isso.
Esse é o seu melhor.
"O grande assustador de pessoas de verdade."
Sem a própria vida ser de verdade, nenhum risco de fracasso.
Exceto quando alguém rebate.
O problema é que todo mundo se assusta com a mediocridade.

Cuspo palavras mas não engasgo a ninguém, e nem ao ogro a quem as direciono.
Ficam suspensas,
esperando até que a vida desista de dar tapas em inocentes
e comece a nocautear essas pseudo-pessoas grotescas.

Suspensas, ar, esperar, baixar a cabeça.
Até quando os meus motivos vão ser suficientes?
Contenha-se. 

sábado, 2 de junho de 2012

Eu não sei escrever.

Senti(r)mental


O meu erro foi acreditar. Foi confiar a todo momento que era um sonho e que eu estaria segura enquanto fugisse da realidade. Fechei os olhos e segui sem medo confiando na essência embriagante de amar. Meu maior erro foi cair em sono profundo, foi não viver, foi não despertar a tempo suficiente de notar que tudo havia se tornado um pesadelo... E te deixar partir.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Esse é diferente e os gêneros? Ah, essa parte, tu imagina o que quiser.

Aí a gente se despediu e ele entrou no ônibus exatamente como fazia nas 'finais de noite' em que nos víamos. Mas dessa vez foi diferente. E eu não sei explicar, mas naquele exato instante em que olhei pra trás, fugindo do que geralmente fazia quando me afastava em direção a minha casa sem sequer manter o pensamento por perto, eu o vi sorrindo sozinho, e sinceramente, notei o quanto gosto daquele sorriso, dos olhos que se apertam quando ele aparece e da curiosidade inquietante que me despertou bem ali. Sabe? A vontade de saber que pensamentos poderiam te-lo despertado, e procurar tudo que fosse relacionado só pra mostra-lo e faze-lo sorrir pra mim sempre que precisasse de um motivo pra me lembrar que aí, nos instantes mais simples e passageiros, mesmo que ninguém mais possa ver, bem aí é que estão os detalhes que eu mais vou lembrar. Detalhes dele, da vida, do mundo ao redor, detalhes que eu deveria ficar atenta e não deixa-los passar por mim. Por que viver é bem melhor quando a gente deixa as luzes apagadas e as estrelas mostram o brilho perdidas na grandeza do céu. Estrelas são detalhes, não acha? Só detalhes espalhados por aí, caindo vez'enquando e fazendo pessoas como eu, cruzarem os dedos, colocarem as mãos no bolso e de olhos fechados fazer um pedido bobo qualquer. E acreditar. É. Eu acho que preciso acordar todo dia e ter 'detalhes', mesmo que nem sempre possam ser os 'teus detalhes', pra me fazer acreditar em mim e na noite e nas canções e em tudo que escapa assim tão fácil das minhas mãos.

Mil Faces de Uma só.

Mas eu parei, bem no congestionamento das minhas atuais vontades, freei meia desordenada e fora de controle, mas não importa, vamos focar na parte em que eu consegui parar. E quieta, finalmente percebi que ninguém nota. Ninguém nota simplesmente se eu tenho me perdido tanto de mim e procurado coisas que me façam bem e me façam sorrir e me tirem um pouco da realidade mesmo que essas coisas não me façam tão bem assim. Ninguém notou as diferenças. E eu senti falta. Não de alguém... alguém que percebesse, digo, eu senti um vazio imensurável aqui dentro, a falta que aquela guria que eu fui um dia faz. Consegue compreender? Eu procurei válvulas de escape e as achei em tantas direções que pensei seguir em frente desenfreada e essa era a sensação que tinha, da velocidade que acelerava e seguia e corria mas quando parei, no exato momento que parei, eu vi que estava no mesmo maldito lugar de antes, completamente estagnada aqui me perdendo também de quem eu tava tentando ser há algum tempo. E decidi que tentaria agora, criar um outro 'eu', mas... mas quem seria então?