O pior não é se sentir sozinha. Não é nem mesmo sair de casa sufocada por uma tristeza inexplicável, ir pra uma rua deserta e sentar perto de uma árvore quieta, sem saber o que pensar ou como fazer o tempo passar. O pior não é olhar no espelho e encarar o próprio reflexo sentindo que suas vontades não fazem sentido, que a vida realmente teveria seguir um rumo diferente se você soubesse como. Juro... Você acreditaria se algum dia se sentisse assim, mas o pior não é não fazer a menor ideia de como reverter os próprios passos. É tentar recuar e dar com a cara na parede por que os caminhos passados vão se esvaindo confome você avança. É observar pessoas na rua e ter uma única frase se repetindo na cabeça como se um narrador psicótico quisesse te deixar pra baixo. "Por que raios não posso ser normal?" É bem mais que isso. O pior tentar modificar as coisas e se sentir uma palhaça bizarra ao espelho, é rir sem graça da própria 'falta de jeito' e se trancar no quato em seguida desistindo de sair. Por que é bem pior quando 'passar a noite inteira no escuro ouvindo musica' parece bem mais atraente que encontrar com qualquer pessoa. Mas você nao saberia, tenho certeza, você acharia que é bobagem. Eu não sei bem, é. Você deveria ao ignorar o que digo ou escrevo. Estou fora de mim, tenho dito. Os meus pensamentos estão fora... em algum lugar bem perto de Nárnia, acredito... e em troca, algum desvairado-estranho-patético-tosco me emprestou coisas pra pensar. Só pode. É isso, ou quem tem enlouquecido sou eu. Nao sei... apenas me ignore, eu precisava falar e acabei escrevendo essas coisas. Nada faz sentido pra você e talvez nem tanto pra mim... mas as palavras me dão espaço pra respirar, e é por isso, unicamente por isso que ainda insisto em escrever.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Me desculpa pelas mil desculpas.
Já disse! Você pode sentir o que quiser por mim. Pode se apegar as minhas idiotisses e rir das minhas piadas de graça. Você pode me ter nos teus braços e tentar não me deixar ir. Pode viciar no meu cheiro e até se apaixonar pelos meus trejeitos. Pode tudo isso, pode amar e sentir sem controle. Claro que pode, já disse. Mas eu vou te fazer chorar por várias noites e vou te assutar quando simplesmente acordar de tpm e quiser terminar tudo. Vou te encher de pontos finais e logo em seguida, reticências pra te diexar confuso mesmo. Vou te afastar de mim só pra te fazer perceber que não sou tua e que o hoje não garante o amanhã, não garante o próximo minuto e muito menos o próximo segundo. Vou sumir por dias só pra te ouvir dizer que precisa de mim e depois vou voltar com um peso na garganta e uma nova confusão de pensamentos, lutando pra saber se não deveria ir de uma vez e te livrar dessa agonia. Vou ler teus sms's e deixa-los de lado sem resposta, só por que tenho algo melhor pra fazer ou por a preguiça de lidar ser grande demais. Em seguida vou cobrar que tu me procure mesmo que eu não costume fazer o mesmo. Vou te querer na hora que bem entender, a qualquer lugar e a qualquer instante, com uma intensidade que só eu sou capaz de sentir. Mas não se deixe levar, posso cansar de ti assim que tiver a chance de te ter sem esforços. Vou invadir os teus sonhos, todos eles, e desde então vou tomar teus pensamentos por varias manhãs. Vou te morder e deixar marcas, te beijar com calma e brincar contigo só pra te ver sair do sério. Vou te bagunçar teus cabelos e desarrumar tua vida e te virar pelo avesso. Só te peço que não me culpe. Assim como eu te disse que tu pode me amar, te alertei de todos os meus perigos. Não sou alguém amável e tão pouco sei retribuir a altura. Afaste-se enquanto há tempo.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Sobre um finalmente exausto.
Nunca fui corajosa o suficiente pra apostar em algo que pudesse me fazer criar expectativas. A verdade é que tenho pavor a qualquer possibilidade sequer de acabar me decepcionando. Pefiro recuar dois passos a avançar um, pois se posso me mater segura, não vou arriscar seguir em frente. A vida inteira abri mão dos meus sonhos, dei a cara a tapa, baixei a cabeça enquanto ouvia a decepção das pessoas que mais importam gritarem frustradas sobre minha incapacidade, minha tendência ao fracasso. Nunca rebati. Engoli cada palavra todas as vezes que não conseguia conter o choro; que via gente conseguindo o que eu sempre quis sem querer. Ah, mas sempre tiveram aqueles que tentaram entender, que tentaram me encorajar com algumas frases feitas que por mais clichês que fossem, me fizeram acreditar que teria a mão de alguém pra segurar enquanto esperasse o resultado, fosse ele fracasado ou uma das raras vitórias. Esses foram meus amigos, que por mais errôneos quem pareçam em relação aos velhos costumes de uma sociedade arcaica, nunca me deixara pra trás. Aliás, um deles foi quem me empurrou mesmo que meio desajeitado, em direção ao caminho que pretendo narrar adiante. E desacreditando como fosse, resolvi não temer mesmo que na longa espera tenha escondido meu rosto em seu peito incontáveis vezes.