domingo, 12 de setembro de 2010

[???] -brevemomentodeinsanidade-

-Hey! Onde está meu coração?
-Nossa! Quase me esqueci dele... Mas está aqui. Guardado comigo em algum lugar.
-Ah...
-O que foi?
-O quero de volta... –disse sem graça.
-Mas naquele dia você disse que era meu.
-Ele foi seu...
-E agora? Ele é de outra pessoa?
-Não. Ele agora é MEU. De novo. Só meu. –ela respondeu calma.
-Não entendo. Deixe-o comigo.
-Não posso. Preciso cuidar dele. Quem sabe um dia talvez...
-Eu cuido dele.
-Como está cuidado? Não, obrigada. Desculpe amor, mas preciso do meu coração de volta.
-Você nunca está satisfeita neah!
-Não quero mais conversar sobre isso. Apenas devolva-ve. Agora.
- (risos e silêncio)
-O que foi?
-Não vou devolvê-lo.
-Como não. Isso é uma ordem. EU QUERO MEU CORAÇÃO OUTRA VEZ.
-Não.
-Você está louco?
-Não. Mas vou ficar com seu coração pra preencher o espaço vazio que ficou aqui desde o dia que você roubou o meu.
-Eu não roubei nada.
-Roubou sim.
-Devolva-me meu coração.
-Fique com o meu.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

blábláblá's

Quero um começo eterno.
Sem desfechos, sem finais, apenas um início contínuo.
Quero poder esquecer tudo ao entardecer e recordar quando o sol brilhar num novo dia.
Quero uma história normal, que nunca se torne repetitiva, mas que não surpreenda tanto. Procuro uma vida, um livro, ou quem sabe um filme, onde os erros sejam os principais acertos.
Quero um tempo arrastado, câmeras lentas, detalhes, olhares.
Quero uma quebra de regras com a elegância de uma mocinha que se apaixonou pelo vilão.
Quero um beijo com sabor de mistério, um abraço singelo, um olhar que silencie gritante, eu quero um sorriso que me dê o mundo, quero a quietude de respirações pesadas, quero um não despertar.
Quero compreender que eu nunca serei capaz de entender.
Quero fugir pra distante e continuar no mesmo lugar.
Quero um sonho possível.
Eu vivo à espera de inspiração com uma avidez que não dá descanso. Cheguei mesmo à conclusão de que escrever é a coisa que mais desejo no mundo, mesmo mais que amor.
Clarice Lispector

É exatamente assim, que me sinto a cada anoitecer utimamente.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ignore se quiser.'

Quatro meses haviam passado. Os raios de sol finalmente começavam a clarear minha vida. Eu me sentia bem... Não feliz, mas... Bem.
Fui levando. Fui vivendo.
Certo dia acordei com frio numa manhã levemente escura. Olhei o céu e me aflingi com os tons de cinza, aquela complexa e aconchegante cor dolorida, o quase-preto das lembranças.
Nada podia ser feito. Nada podia impedir. As núvens estavam cada vez mais carregadas e meu coração já palpitava em dor.
O sol ameaçou aparecer novamente por uma ou duas vezes mas foi apenas pra alimentar minha falsa esperança idiota.
O tempo foi passando com uma 'calmaria arrastada', pesado, lento... Até que choveu. Choveu forte. Tão forte que parecia ser capaz de levar tudo junto dela.

Ele se foi.

-É tão dificil enxergar um sentindo qualquer. Sabe, num intervalo de quatro meses, quando eu achei que poderia respirar, perdi outro alguém e voltei a ser sufocada pela dor. Quando vai passar de vez? Meu coração está machucado. Cansei dessa penumbra.
A vocês leitores, peço desculpas afinal vocês não precisam saber ou ler nada sobre isso, mas não pude conter, eu tinha que desabafar.

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Gonçalo Rodrigues de Oliveira.
Sentirei incalculáveis saudades tua, vô.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Confusa.'


O meu erro foi acreditar. Foi confiar a todo momento que era um sonho e que eu estaria segura enquanto fugisse da realidade. Fechei os olhos e segui sem medo confiando na essência embriagante de amar. Meu maior erro foi cair em sono profundo, foi não viver, foi não despertar a tempo suficiente de notar que tudo havia se tornado um pesadelo... E te deixar partir.

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O despertar na madrugada, o silêncio perturbador e a falta de compreensão, todo um semblante de estranheza estampado nitidamente no olhar ainda adormecido em pensamentos. O ambiente era uma rejeição gritante, tudo mudado, tudo transformado numa penumbra. Quase sem controle ela tentava recordar o momento em que decidiu dormir, o segundo em que resolveu fechar os olhos e mergulhar na ilusão que sempre desejou, mas cada lembrança parecia infinitamente distante.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

-'Contraditório.

"Acreditar no impossivel seria o mesmo que enxergar um pouco de vida, em quem já morreu."

-M

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"[/costumoacreditarem6coisasimpossíveisantesdocafé]."


Não. Pode ser quase tudo. Do incerto ao improvável, mas nunca será decididamente impossível. Não pra mim. Sempre costumei dizer que sonhos servem apenas pra quem se recusa a enxergar a realidade e prefere esconder-se por trás de ilusões bobas e sem fundamento. Mas acreditar na possibilidade de algo extremamente difícil não é sonhar. É acordar pra tentar fazer o que todos se julgam incapazes. Eu posso. Eu quero. E eu terei. Nada que desperte em mim o encantamento dançante de um brilho no olhar pode ser desperdiçado. Por isso, eu correrei atrás, a cada segundo, sem desistências, temendo apenas por cansar antes do tempo, mas agarrando-me a cada dificuldade como uma doce razão pra continuar.