sexta-feira, 26 de agosto de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Eu constantemente me perco do que deveria ser, então, debaixo de sete chaves mantenho guardado em palavras tudo aquilo que eu queria viver e evito pra não decepcionar ninguém. Grande parte é imaginação, é refúgio... e o que há de mais cinza e superficial dentre tudo que é dito, faz parte da minha realidade. Tem noites em que a confusão de pensamentos evitados é tão intensa que minha cabeça doí, grita... Ah, mas eu vou tentando resistir, sabe? Ficar quieta e aguentar como todas as outras pessoas, mas só consigo adormecer se desabafar - lê-se: desabar - em algumas entrelinhas onde deixo subentendido meus mais profundos e sinceros medos. Toda e qualquer frase minha, silencia um 'querer'. Querer dizer, querer fazer, querer viver e somente, sobreviver. Tu me roubastes o pouco de coragem que tinha e hoje vou sufocando sem conseguir fugir.
Tenho me sentido tão sozinha... tão pequena. Temo que minha vida seja uma eterna espera... um dia, eu consigo resistir "e vou voar pelo caminho mais bonito." (8)

_______________________________________________________________
Por mais que meus recentes posts estejam diferentes, e/ou não façam muito sentido, eles são válidos pra mim, são recordações nítidas que tento guardar aqui, entende?
Abraço, até mais.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Querido.


Tem um nó na garganta que eu não consigo expressar em palavras,
escreve, deleta, risca, rabisca, apaga.
Já tentei perder a lucidez pra me afastar dessa bagunça toda.
Antes fosse meu quarto apenas,
mas é cabeça, é coração.
Cada um, tem a verdade que deseja enxergar,
olha, observa, e pensa...acha mesmo que algum dia escondi algo?
Indefinido, não omitido.
O tic-tac do relógio irrita, porque grita ritmado no compasso exato da
exaustão que sinto pelo meu dia, foi tudo tão cansativo, tão igual.
Peço perdão e digo que não é o que quero, fujo dos olhares pra não
ter que vacilar diante das expectativas inúteis que insistem em criar
pra mim, sobre mim.
Fugir, fingir, tentar. Parece que o tempo todo eu tento dar vida aos
personagens que escrevo...Mas eles não respiram, são sufocados por
suas próprias essências proibidas.
Calar pra não decepcionar tem sido o mais amargo dos venenos,
não pense é fácil toma-lo, que não é doloroso.
Quem procura muito, acaba achando o que temia ver...E você me
encontrou, nas linhas tortas daquela folha roxa, na rotina descrita,
e nos pecados listados.
Teu erro, foi não observar as entrelinhas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ultimamente.


Esforçava-se pra ser mais direta, dizer tudo que pensa, sente. Nas noites, antes do sono chegar, ficava repetindo futuras cenas, ensaiando as melhores falas, entonações, eliminando erros. Na hora da ação, ainda que tivesse tudo minimamente planejado, gaguejava tola com o coração disparado e o rosto rubro feito criança envergonhada, patética. Passou a vida inteira tentando frear seus impulsos, diminuir arrependimentos, mas a pouco, decidiu pensar menos, pular de cabeça em cada vontade e jogar os 'para-quedas' pro alto, deixa-los pra alguém mais sensível. Não que fosse forte, pelo contrário, sentia-se extremamente pequena diante das pessoas ao redor, mas enganar-se ultimamente parecia estar funcionando bem. A garota, tinha inexplicável fascínio por tudo aquilo que estava longe do seu alcance, que era proibido ou cheio de regras pra quebrar.Irônico vê-la -ingênua- tentar seguir o caminho imposto com o coração gritando em alerta, não é o que ela quer, nunca vai ser.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Polaroide.

Aquele sorriso era como passaporte,
céu ou inferno dependiam dos anjos ou dos demônios que lhes davam as mãos no momento.
Sentença pelos pecados,
salvo pela relutância,
mas até quando conter vontades lhe custariam falsas auréolas?
Querer também condena e se enganar de cabeça erguida não é página virada.
Rabiscos não apagam sentidos,
sentir, sem ti.
O tempo vai tatuando lento, -nada de vaidade, pecado a menos-,
pele limpa, alma suja.
Verdade ou consequência ?
Cara a tapa, água fria e harpas irritantes sussurrando velhos medos,
ainda sente calor?
inegável em essência, admita.
És livre enquanto quiseres, resista se for capaz.

sábado, 16 de julho de 2011

Orgulho Bruxo (15/07/11)

As luzes apagaram. O ambiente aflito era unânime. Só restariam algumas horas até que tudo tivesse acabado. Meu coração, -como o de muitos, sem dúvida-, surtava em meu peito, inquieto, nervoso. Poucos segundo se passaram até que o real 'início do fim' começasse a aparecer.
Agitado desde o início, o filme não teve ponto baixo, era tudo parte de um caminho surpreendente. Ver o que imaginei por tanto tempo, se transformando em imagens na minha frente, é como fazer da história toda ainda mais real, ainda mais mágica.
Uma onda de admiração e receio se fez nítida no meu olhar apreensivo, eu observava cada detalhe nas cenas com ânsia como quem se despede pouco a pouco, afinal, 10 ou 11 anos são uma vida, um mundo que agora estava se esvaindo diante de mim.
E me vinham lembranças, frases, tanta coisa que aprendi com aqueles filmes, com os livros. Eu vi o valor de uma amizade quando nem mesmo tinha uma pra comparar, os primeiros livros me fizeram sentir o quao importante era não estar sozinha. Depois fui vendo que coragem não é simplesmente cruzar com um 'destino' que te obriga a lutar, é enfrentar tudo de cabeça erguida, cair e levantar mais forte, é enfrentar nossos medos, abrir câmaras secretas, entrar em 'florestas proibidas'. Entendi, que magia existe, sim, e 'naturalmente está acontecendo dentro da' minha cabeça, 'mas por que é que isto deveria significar que não é verdadeiro?' E mesmo que o 'lado ruim' pareça obviamente mais forte, valerá apena lutar -por mais vunerável que possamos parecer- em memória de todos aqueles que acreditaram até o fim.
E foi com uma trilha sonora inconfundível que nós todos dissemos 'adeus' àqueles personagens, àqueles heróis que nunca serão esquecidos.

J.K.Rowling, obrigada por nos fazer conhecer um sentido diferente pra vida em Harry Potter.

http://www.youtube.com/watch?v=gWKEXvtsWRE

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estava Exausta


Eu precisava brincar com os sentimentos de alguém, exatamente como fizeram comigo. Queria com uma urgência tão atordoante como se pra continuar, eu tivesse de provar pra mim mesma e pra todos aqueles que riram da minha dor, que eu não sou a única patética, que essas cicatrizes em meu peito, são comuns em outros ingênuos. Precisava mostrar-lhes que o amor pode, sim, ser um jogo que derruba, maltrata, magoa, mas um dia você levanta -pronta pra praticar o que aprendeu- e destruir outras ilusões. É, eu necessitava saber que mais alguém perde o sono por um choro contigo, e que sofre abstinência por uma presença que se faz incerta, por um "sentir" que sufoca. Precisava me fazer entender que o erro não foi meu, mas podia ser.

Meu heterônimo, Sophie Humphrey.