segunda-feira, 31 de outubro de 2011

,desiguais.

.DUAS PALAVRAS GIGANTESCAS.
Sinto Muito
(A Menina Que Roubava Livros)

Era tanto egoísmo transbordando por entre as vontades, que finalmente me vinha a compreensão do quão idiota era insistir em tudo. Parar de me importar assim tão fácil com um simples conceito novo, era algo completamente inviável, porém ao menos agora eu era capaz de enxergar os defeitos. Não que eles pudessem ser os responsáveis pela minha desistência, pois como devo ter mencionado há pouco, me apaixonei até mesmo por cada um dos teus erros, mas tenho plena certeza de que agora toda vez que meu coração palpitar ao teu encontro, terei fortes argumentos pra faze-lo aquietar-se dentro de mim. Nunca achei que um dia finalmente pudesse voltar a ter qualquer controle sobre meu coração piegas, mas parece que agora depois de tanto tempo, o tenho em minhas mãos -não está intacto nem vazio como antes-, mas está seguro e assim o manterei até que esteja livre de qualquer 'sentir'. Fica combinado então, você segue sua vida e eu tento levar a minha adiante, okay? Mas não me venha com esse olhar que procura o meu como se ainda pudesse fazer o mundo parar, como se 'ir' ou 'ficar' ainda não fosse uma certeza. Não tem volta, amor, as doses de esquecimento que você me empurrou surtiram exatamente como desejado, estou apagando você de mim e dessa vez nem mesmo a saudade vai me fazer fraquejar.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Direta.


Um conselho, é uma mera manifestação solicitada da opinião de alguém sobre determinado fato. Não é, absolutamente, nada além de uma nova possibilidade a ser ou não seguida. Se tu buscas algo que te agrade sobre a tua vida, então amor, experimente ao invés de pedir conselhos, uma boa dose de superficialidade. Nada é tão simples, acorde.

Nikky Oliveira

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Étoiles Perdues

Era chegada a hora da despedida e ainda àquela altura, ela implorava ingênua pra acordar daquele pesadelo. Pois querer ficar, já não era o bastante pra mante-la ali. Todo aquele 'sentir' chegava-lhe agora como uma forte ventania, e de tudo que levava, não havia nada que pudesse ser reconstruído. Coração arrancado, motivos, razão. Acredito que não há nada mais exaustivo que se sentir um fracasso, e o cansaço inevitável que a tomava, ia transbordando inteiro feito em lágrimas. Contentar-se agora com algumas poucas palavras imperfeitas, era notavelmente inútil, pois nenhuma delas era capaz sequer de expressar sua mais superficial intensidade, por isso, os tantos rabiscos feitos em cartas não envidas, os personagens perdidos por histórias sem final e as reticências, que em toda parte estavam pra lhe fazer lembrar o quão incapaz era, de manter-se a posto depois das inúmeras quedas. Ela perdeu o sentido até pra si mesma, e todas as direções se esvaiam em átimos de segundo aos seus pés. Era chegada a hora da despedida... outra vez, até que alguém lá em cima, finalmente se cansasse da travessura infantil de lhe tirar àqueles que mais se importavam. Estava se acostumando com a solidão, e era esse, seu maior temor.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Outra vez, o tom de cinza nas núvens.

Repetia frases feitas com tanta convicção que vez por outra, eu mesma me encontrava tendo de decidir se podia ou não acreditar no que tinha acabado de falar. Mas fazia isso como uma espécie de proteção, sabe? Se ousasse dizer o que realmente estava sentindo, aposto que em menos de alguns segundos, estaria completamente sozinha sob incontáveis olhos julgadores. Talvez houvessem mesmo aqueles que ficariam por perto segurando a minha mão, esperando pra fugir ao meu lado quando eu decidisse explodir, porém, já me senti sozinha por tanto tempo que é extremamente dificil acreditar que haja alguém disposto a cuidar de mim. É, 'havia um nó na garganta impossível de expressar em palavras', ia me sufocando lentamente, tirando a respiração, mecanizando os sorrisos... Acabou... Acabou e eu estava partindo como quem tem plena certeza do quanto ainda está por vir mas é covarde demais pra se deixar sentir.

domingo, 18 de setembro de 2011

Embora fizesse todo o possível pra manter a cabeça erguida, era inegável em seus olhos o esforço que fazia pra conter as lágrimas. Não que ainda fosse tolo o bastante para amar alguém que nem ao menos parecia se importar, mas sentia tamanha falta de tudo...era tanta saudade apertando-lhe o peito que por vezes,até para sorrir tinha dificuldadeNa cabeça, a sensatez disputava com os pensamentos involuntários que insistiam em repetir velhas cenas, frases, cartas enviadas, instantes passados... Reaprendeu a andar, passo a passo, pouco a pouco, até conseguir finalmente seguir em frente olhando pra trás o menos possível. Vez por outra, ainda tropeça nos próprios pés, é verdade, mas ele cresceu tanto com tudo que agora consegue enxugar as próprias lágrimas, levantar e seguir outra vez. E mais uma, e outra, e quantas vezes forem necessárias pra finalmente conseguir correr.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aperto no peito.


Precisava de um tempo pra mim mesma. Pensar, pensar, pensar... Talvez a vida, assim, se tornasse menos complicada, um pouco mais organizada, entende? É que quando eu paro pra observar meus dias, encontro tudo tão fora do lugar que nem mesma 'eu' me encaixo nessa rotina de vontades contidas, sonhos esquecidosfrustrações repetitivas... Acordar e seguir o dia como se pudesse fazer diferente e sempre dar de cara com a incapacidade dolorosa de fazer mudar. Respirar fundo ao abrir os olhos e por mais irônica e incrédula que soe, repetir pela milésima vez mais um:"-Meu Deus, o que mais pra hoje?" num suspiro derrotado que vem do cantinho profundamente tímido do mais inquieto dos corações. Tem parecido um sonho, sabia? As vozes, os acontecimentos, as pessoas se distanciando... ou talvez, seja apenas eu quem quer acreditar nisso; "-É apenas um sonho, tudo vai ficar bem quando eu finalmente despertar."

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ultimamente.

"Não que sofresse por amor, o que sentia era um pouco mais complexo, estava frustada pela falta dele."
 Moniky Oliveira