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domingo, 11 de março de 2012
Turbilhão de sensações dentro de mim.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Valentine's Day, chocolate branco.
-Sabe
o grande problema de tudo? [Sorriu leve] O amor me assusta.
-[risos]
Você não pode ta falando sério... ’
-Claro
que posso. Me assusta saber que tenho em mãos o coração de alguém quando nem
mesmo o meu está seguro comigo.
-Ah,
mas a vida não é assim tão conotativa! Não há nada de errado em amar alguém.
-Eu
não disse que amar alguém é errado; só quis dizer que ‘ser amado’ assusta, ué!
Não que amar seja completamente bom, mas ‘ser amado’ é ainda pior pra mim.
-[risos]
Você me deixa confuso, complica demais as coisas... Isso não te cansa?
-Claro
que cansa, isso me deixa exausta, sabe? Me tira o fôlego. Às vezes eu tento não
pensar em nada pra não acabar me prendendo outra vez nisso tudo. [Esboçou um
sorriso] Mas me cansa pela falta de caminhos que resolvam e não por ser supostamente
confuso, por que pra mim é bem simples.
-[O
outro balançou negativamente a cabeça] Explique melhor então.
-Simples,
bem simples até. [Respirou fundo] Eu posso amar, por mais ingênua e idiota que
seja ao fazê-lo, mas não posso ‘ser amada’, por que nesse caso cresce em mim um certo
pânico, sabe? Eu tento fugir pra longe o mais rápido possível, antes que cause
estragos irreparáveis. Ah! E se eu for amada, não posso sob hipótese alguma, saber
disso.
-Realmente
estranho! [Risos] E se eu disser agora que te amo?
-Não
o faça.
-Tá!
Não vou dizer, mas você sabe que sinto.
-Você
disse idiota!
-Não
disse ‘Eu te amo”, eu disse que sinto.
-Dá
no mesmo, agora eu sei que você me ama. –‘[Parou pensativa] Se bem que nesse
caso, não faz diferença alguma por que sei que não é verdade.
-Háhá!
A sua cara, acreditar no que lhe é mais conveniente mesmo!
-Mas
‘amar’ não é assim tão simples. Você não pode simplesmente olhar pra alguém e
dizer que ama, assim desse jeito.
-Como
não? “Eu te amo, eu te amo, eu te amo” e vou repetir isso quantas vezes quiser
por que não importa o que você diga ou o quanto isso supostamente te assuste, essa é a minha verdade.
-[Confusa] Você é meu melhor amigo, certo? Amigos amam! É irmãozinho não assusta, esse amor, só esse, é bom. [Sorriu]
-Ah, então você anda classificando amores pra fugir daquele mais pleno e inclassificável que sente?
-Caramba! Você complica demais as coisas, isso não te cansa?! [Ela sorria já se divertindo com a conversa]
-Cansa sim, te entender é extremamente exaustivo. Mas amar, 'amar' nesse caso é bem simples até.
-Explique melhor. [Em tom de desafio]
-Eu amo você. Ponto. Eu amo.
-Tá, eu também amo você, mas esse 'amor', ele...
[O garoto a interrompeu]
-Ele é amor, só amor, não importa 'como eu te amo' por que isso não vai mudar o fato de ser 'amor', simples, direto, pleno, é amor o que eu sinto por você, garota idiota!
-[Assustada, ela tentava sorrir] E agora?
-Agora? Não mudou ainda, eu acho. [Piscou o olho]
-Não! E agora, meu Deus, você me ama! O QUE EU FAÇO?
-[Gargalhando] Agora, eu espero que você tente fugir por que você é uma idiota e eu sei que vai faze-lo. Vai fugir de mim o quanto for necessário até perceber que me ama também e 'ama de verdade' do jeito que não dá pra classificar...[Pegou na mão dela] Daí, nesse instante em que você notar, vai me procurar assustada com medo de ter se perdido de mim, e só quando for um pouco menos boba, vai ver que em nenhum instante eu 'soltei a tua mão' e que não há motivo pra temer enquanto eu estiver por perto...[Pausou e respirou fundo]...Te amando.
-Ah, então você anda classificando amores pra fugir daquele mais pleno e inclassificável que sente?
-Caramba! Você complica demais as coisas, isso não te cansa?! [Ela sorria já se divertindo com a conversa]
-Cansa sim, te entender é extremamente exaustivo. Mas amar, 'amar' nesse caso é bem simples até.
-Explique melhor. [Em tom de desafio]
-Eu amo você. Ponto. Eu amo.
-Tá, eu também amo você, mas esse 'amor', ele...
[O garoto a interrompeu]
-Ele é amor, só amor, não importa 'como eu te amo' por que isso não vai mudar o fato de ser 'amor', simples, direto, pleno, é amor o que eu sinto por você, garota idiota!
-[Assustada, ela tentava sorrir] E agora?
-Agora? Não mudou ainda, eu acho. [Piscou o olho]
-Não! E agora, meu Deus, você me ama! O QUE EU FAÇO?
-[Gargalhando] Agora, eu espero que você tente fugir por que você é uma idiota e eu sei que vai faze-lo. Vai fugir de mim o quanto for necessário até perceber que me ama também e 'ama de verdade' do jeito que não dá pra classificar...[Pegou na mão dela] Daí, nesse instante em que você notar, vai me procurar assustada com medo de ter se perdido de mim, e só quando for um pouco menos boba, vai ver que em nenhum instante eu 'soltei a tua mão' e que não há motivo pra temer enquanto eu estiver por perto...[Pausou e respirou fundo]...Te amando.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Heterônimo verde.
"Tu tem certeza?
"Não..."
"Então porque tu tá fazendo isso?"
"Porque eu tinha que fazer alguma coisa, entende? Qualquer coisa."
"Não faz isso..."
"Mas não dá pra não fazer nada."
[...] Mas não te procuro mais, nem corro atrás. Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta…
— Caio Fernando Abreu
domingo, 29 de janeiro de 2012
Heterônimo Azul.
"É uma atitude digna?"
"Ah velho, na boa, isso é relativo.""Relativo a que?"
"Ao ponto de referência."
"Que nesse caso é?"
"Você."
"E?"
"Você e as suas definições de amor."
"Exatamente. Eu e os meus conceitos do que é errado. E agora?"
"É. Não foi digno."
. . .
"E 'pontos finais' de ontem?"
"Coloquei 'reticências' e adiei mais um pouco.""Ah! E isso é digno, certo?"
"Quando meus referenciais se limitam a ela e a comodidade que me proporciona, sim, é digno."
"E justo, é?"
"É sim, justo comigo, e é o que importa."
. . .
"Até quando você vai continuar nessa?"
"Defina 'nessa'."
"Ah, nessa de ficar levando e se divertindo e se enganando..."
"Sinceramente? Eu não sei."
"Ah, e isso é digno?"
"Maldita mania de julgar o que é ou não digno!"
"Não estou julgando. Só te fiz uma pergunta e você pode não responder se quiser...Mas não negue que vai pensar sobre."
"Claro que não vou."
"Pensar ou responder?"
"Os dois."
. . .
"Sabe, estive pensando..."
"Em estar ou não sendo digno?"
"Não, droga! Em... em ser justo."
"Não, droga! Em... em ser justo."
"Justo com você mesmo outra vez?"
"Não, justo com ela... ela que... a parte dela que me faz bem."
"E importa?"
"Claro que importa."
"Acho que lembro de ter te escutado dizer que é egoísta."
"E sou. Mas... mas não é justo continuar sendo."
"Nem digno."
"Mas que merda! Pára de ficar julgando!"
"Nem digno."
"Mas que merda! Pára de ficar julgando!"
"Não estou julgando, droga!"
"Deveria pensar na própria vida e no que tem feito, você."
"E penso. Aliás, agora foi você quem veio falar comigo."
"Deveria pensar na própria vida e no que tem feito, você."
"E penso. Aliás, agora foi você quem veio falar comigo."
"Amigos não são pra essas coisas? Dar conselhos..."
"Há dias tento te fazer perceber."
"O que?"
"Não é justo. Nem digno."
"O que?"
"Não é justo. Nem digno."
. . .
"Me sinto um idiota."
"E você é um."
"Não está ajudando..."
"Se quiser alguém pra passar a mão na sua cabeça, prefira um outro idiota porque eu não vou apoiar teus erros e te ver afundar feito um imbecil."
"Se quiser alguém pra passar a mão na sua cabeça, prefira um outro idiota porque eu não vou apoiar teus erros e te ver afundar feito um imbecil."
"Tá."
"Tá?"
"Tá?"
"É."
"Você não vai fazer nada?"
"Vou... só queria entender antes, em que ponto a situação reverteu tanto assim."
"Defina reverter?"
"Defina reverter?"
"Eu quem devia estar decidindo que atitudes dela são ou não dignas de mim... E justas comigo. Entende? Ao invés de ficar pensando se o que faço é..."
"Sabe qual foi teu erro?"
"Sabe qual foi teu erro?"
"Não..."
"Achar que é forte o bastante pra não se importar."
"Mas eu não me importo, esse é o problema."
"Acho que vejo flash's de um 'claro que importa'. Mas se diz o contrário agora, o que falta pra um 'ponto final'?"
"Achar que é forte o bastante pra não se importar."
"Mas eu não me importo, esse é o problema."
"Acho que vejo flash's de um 'claro que importa'. Mas se diz o contrário agora, o que falta pra um 'ponto final'?"
"Me desfazer dessa comodidade."
"É cômodo ficar pagando de palhaço enquanto ela faz e fala o que bem entende?"
"Mas esses são os defeitos dela."
"Exatamente. Você não pode insistir em alguém que tem defeitos literalmente insuportáveis."
"Exatamente. Você não pode insistir em alguém que tem defeitos literalmente insuportáveis."
"Desisto. Só mais sete dias pra ter certeza e me desfaço."
"Pra que esse tempo?"
"Pra ter certeza, já disse."
"Certeza de quê?"
"De que é justo."
"E digno, não esqueça."
"Certeza de quê?"
"De que é justo."
"E digno, não esqueça."
"É."
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Sobre as interpretações.
Contenho em mim, uma série de emoções que não me permitiria expor e desde sempre as refugio nos meus textos e nas minhas viagens, escondidas pelas entrelinhas do que escrevo. Todas as noites antes de adormecer, eu apago a luz do quarto e mergulho no silêncio agradável das madrugadas, fantasiando um mundo só meu, onde as coisas acontecem como eu acho que deveriam ser. Daí eu crio diálogos, discussões e um caminho cheio de possibilidades supostamente impossíveis, eu não forço sorrisos e não escondo os meus medos, não há nenhuma censura me impedido de agir conforme as minhas vontades e ninguém me julgando pelo egoísmo das próprias leis. Dentro de mim, acontece de tudo um pouco e absolutamente nenhum de vocês seria sequer capaz de tentar entender se eu não escrevesse esses meus contos, se não tivesse criado nesse blog, uma forma de desabafar e eternizar esse meu 'império de sonhos'. Entendo que possa haver alguém que se importe comigo e queira saber o que se passa nessa minha bagunça, mas não admito que venha até aqui e julgue, censure e ainda tire conclusões erradas sobre o que lê. Críticas assim como os conselhos são extremamente essenciais pra mim, mesmo que em grande parte das vezes eu ignore o que dizem, ambos me servem de base pra que eu entenda e saiba qual parte de mim venho expondo. Me bastam as minhas próprias censuras, os meus próprios receios, minhas regras, eu não preciso de ninguém pra me privar ainda mais de mim mesma.
Nikky Oliveira
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Valentine's Day, chocolate branco.
-Sabe
o grande problema de tudo? [Sorriu leve] O amor me assusta.
-[risos]
Você não pode ta falando sério... ’
-Claro
que posso. Me assusta saber que tenho em mãos o coração de alguém quando nem
mesmo o meu está seguro comigo.
-Ah,
mas a vida não é assim tão conotativa! Não há nada de errado em amar alguém. –‘
-Eu
não disse que amar alguém é errado; só quis dizer que ‘ser amado’ assusta, ué!
Não que amar seja completamente bom, mas ‘ser amado’ é ainda pior pra mim.
-[risos]
Você me deixa confuso, complica demais as coisas... Isso não te cansa?
-Claro
que cansa, isso me deixa exausta, sabe? Me tira o fôlego. Às vezes eu tento não
pensar em nada pra não acabar me prendendo outra vez nisso tudo. [Esboçou um
sorriso] Mas me cansa pela falta de caminhos que resolvam e não por ser supostamente
confuso, por que pra mim é bem simples.
-[O
outro balançou negativamente a cabeça] Explique melhor então.
-Simples,
bem simples até. [Respirou fundo] Eu posso amar, por mais ingênua e idiota que
seja ao fazê-lo, mas não posso ‘ser amada’, por que nesse caso cresce em mim um certo
pânico, sabe? Eu tento fugir pra longe o mais rápido possível, antes que cause
estragos irreparáveis. Ah! E se eu for amada, não posso sob hipótese alguma, saber
disso.
-Realmente
estranho! [Risos] E se eu disser agora que te amo?
-Não
o faça.
-Tá!
Não vou dizer, mas você sabe que sinto.
-Você
disse idiota!
-Não
disse ‘Eu te amo”, eu disse que sinto.
-Dá
no mesmo, agora eu sei que você me ama. –‘[Parou pensativa] Se bem que nesse
caso, não faz diferença alguma por que sei que não é verdade.
-Háhá!
A sua cara, acreditar no que lhe é mais conveniente mesmo!
-Mas
‘amar’ não é assim tão simples. Você não pode simplesmente olhar pra alguém e
dizer que ama, assim desse jeito.
-Como
não? “Eu te amo, eu te amo, eu te amo” e vou repetir isso quantas vezes quiser
por que não importa o que você diga ou o quanto isso supostamente te assuste, essa é a minha verdade.
-[Confusa] Você é meu melhor amigo, certo? Amigos amam! É irmãozinho não assusta, esse amor, só esse, é bom. [Sorriu]
-Ah, então você anda classificando amores pra fugir daquele mais pleno e inclassificável que sente?
-Caramba! Você complica demais as coisas, isso não te cansa?! [Ela sorria já se divertindo com a conversa]
-Cansa sim, te entender é extremamente exaustivo. Mas amar, 'amar' nesse caso é bem simples até.
-Explique melhor. [Em tom de desafio]
-Eu amo você. Ponto. Eu amo.
-Tá, eu também amo você, mas esse 'amor', ele...
[O garoto a interrompeu]
-Ele é amor, só amor, não importa 'como eu te amo' por que isso não vai mudar o fato de ser 'amor', simples, direto, pleno, é amor o que eu sinto por você, garota idiota!
-[Assustada, ela tentava sorrir] E agora?
-Agora? Não mudou ainda, eu acho. [Piscou o olho]
-Não! E agora, meu Deus, você me ama! O QUE EU FAÇO?
-[Gargalhando] Agora, eu espero que você tente fugir por que você é uma idiota e eu sei que vai faze-lo. Vai fugir de mim o quanto for necessário até perceber que me ama também e 'ama de verdade' do jeito que não dá pra classificar...[Pegou na mão dela] Daí, nesse instante em que você notar, vai me procurar assustada com medo de ter se perdido de mim, e só quando for um pouco menos boba, vai ver que em nenhum instante eu 'soltei a tua mão' e que não há motivo pra temer enquanto eu estiver por perto...[Pausou e respirou fundo]...Te amando.
-Ah, então você anda classificando amores pra fugir daquele mais pleno e inclassificável que sente?
-Caramba! Você complica demais as coisas, isso não te cansa?! [Ela sorria já se divertindo com a conversa]
-Cansa sim, te entender é extremamente exaustivo. Mas amar, 'amar' nesse caso é bem simples até.
-Explique melhor. [Em tom de desafio]
-Eu amo você. Ponto. Eu amo.
-Tá, eu também amo você, mas esse 'amor', ele...
[O garoto a interrompeu]
-Ele é amor, só amor, não importa 'como eu te amo' por que isso não vai mudar o fato de ser 'amor', simples, direto, pleno, é amor o que eu sinto por você, garota idiota!
-[Assustada, ela tentava sorrir] E agora?
-Agora? Não mudou ainda, eu acho. [Piscou o olho]
-Não! E agora, meu Deus, você me ama! O QUE EU FAÇO?
-[Gargalhando] Agora, eu espero que você tente fugir por que você é uma idiota e eu sei que vai faze-lo. Vai fugir de mim o quanto for necessário até perceber que me ama também e 'ama de verdade' do jeito que não dá pra classificar...[Pegou na mão dela] Daí, nesse instante em que você notar, vai me procurar assustada com medo de ter se perdido de mim, e só quando for um pouco menos boba, vai ver que em nenhum instante eu 'soltei a tua mão' e que não há motivo pra temer enquanto eu estiver por perto...[Pausou e respirou fundo]...Te amando.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Humanamente mais que amor.
Moniky Oliveira
{das cartas que não enviei}
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